domingo, março 06, 2011

No mundo atual, está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pau duro, mas eles não se lembrarão para que servem.

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sábado, março 05, 2011

Porque as vezes você cansa de dizer que tudo esta bem!

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Você.

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Você destruiu meu coração. Me partiu em pedaços e pisou em meus restos...
Você não teve misericórdia alguma ao me ver aos seus pés, me humilhando aos prantos. Você riu, enquanto eu soluçava de tanto chorar.
Logo eu, que sempre quis cuidar de você, te fazer meu porto seguro. Diante tantos medos meus, o maior deles era te perder.O medo era tanto que a cada pensar, do meu rosto fugia o sangue.
Com tantos juramentos quebrados, mentiras contadas, segredos descobertos... Aprendi que você não passa de mais um ser humano que não mais me serve pra nada!

Eu já caí de tanto olhar pro céu...

Postado por Mayara Azalscky às sábado, março 05, 2011 0 comentários
 O que me protegeu de espalhar minha cabeça pelo meio-fio da calçada foi o fato de eu sempre andar no meio da rua. Os carros que vêm na minha direção não passam de velozes e barulhentos fantasmas que meus inimigos vivem inventando para me testar. Eles conhecem meus medos melhor do que eu.
Eu já me perdi, de tanto olhar para os lados. O que me fez chegar onde estou foi a companhia desejada das pessoas que me são mais importantes, jamais permitindo que eu entalhasse na areia pegadas solitárias. Encontrei caminho e refúgio nas esquinas que a multidão esqueceu de ver, enquanto tentava trazer o horizonte pra mais perto. O tempo passa sozinho, e não há nada que possamos fazer para assumir seu controle.
Eu já petrifiquei minhas pernas, de tanto viver o passado. Minhas amarras foram soltas pelo súbito empurrão que você me deu. Me doem os pés, dor essa que ignoro toda vez que minhas solas encontram novo chão. Os fantasmas, de repente, somem, e a estrada dos meus dias se desenrola em minha frente como um tapete vermelho. Basta que haja equilíbrio. E esse equilíbrio não se dá de olhos fechados, muito menos se olhando por onde anda.
Enxergo o auge da minha vida como o equilíbrio na agulha. Qualquer passo descuidado trará o chão para um brusco encontro com a minha face distraída. Não sei o meu próximo passo, mas vivo meus dias e noites em função de fazer com que os meus pés toquem sempre o caminho que eu construí.
A gente faz o nosso caminho, e é normal que ele seja estreito e sinuoso. Ninguém consegue andar em linha reta por muito tempo...
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Mudei porque passei por tantas e tão diversas experiências, que consegui aprender com meus próprios erros. Mudei porque me decepcionei com amigos. Mudei porque me decepcionei com amores. Mudei porque conheci pessoas tão especiais que fui capaz de me inspirar por elas e me espelhar nelas para me tornar uma pessoa diferente, talvez uma pessoa melhor.
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como um horizonte...

Postado por Mayara Azalscky às sábado, março 05, 2011 0 comentários

Era fim de tarde de um dia ensolarado, a praia estaria deserta, se não fosse por um pai fazendo castelos de areia com seus dois filhos e um casal de velhinhos caminhando letamente de mãos dadas. Ela estava sentada no chão, os pés enfiados na areia, o pensamento solto, completamente longe dalí. Ver todas aquelas demonstrações de afeto ali, na sua frente, não estava ajudando em nada. Ela estava triste, magoada. Esse é o problema em amar demais, qualquer piso em falso pode quebrar um coração. E o dela havia sido quebrado, por causa uma confissão e algumas ironias. Sempre que queria ficar sozinha ela ia praquele lugar, ficava olhando o horizonte, sentido a brisa do mar bater em seu rosto, ouvindo o barulho do vento... Tudo aquilo a acalmava. E era isso que ela estava precisando: de calma.
Aquelas pessoas ao seu redor pareciam estar tão felizes: as duas crianças estavam encantadas com a habilidade de o pai fazer castelos na areia e tentavam ajudá-lo no que fosse possível, o casal de velhinhos pareciam tão maravilhosamente apaixonados, era bonito ver aquela cena, era bonito ver um amor como aqueles. Mas deixava um vazio enorme no coração da garota, que tentava ao máximo esquecer o que havia acontecido no começo da tarde. Aquele deveria ser um dia especial para ela e seu namorado, pelo menos ela queria que tivesse sido. Mas como sempre, nada é como esperamos que fosse. E a confissão que o garoto havia feito fez doer o coração dela. Ela não esperava aquilo, pelo menos não naquele dia, então perdeu o controle e falou coisas sem pensar, machucando também o coração do garoto. Resultado? Dois corações quebrados e cheios de orgulho. Um orgulho bobo.
Esse era o motivo da garota está ali, sozinha, abraçada em seus joelhos. Fechou os olhos e tentou deter as lágrimas que teimavam em cair. Ela ainda o amava mesmo depois de tantas coisas que haviam acontecido. Sempre o amaria, essa era a promessa que havia feito a ele. Porque, apesar de tudo, era aquele garoto que ligava pra ela todas as noites para desejar que ela dormisse bem, era aquele garoto que a surpreendia com presentes fofos, que olhava-a nos olhos e dizia que a amava sempre que podia, que mesmo não gostando de filmes de romance aceitava assistir-los junto com ela nas tardes de domingo, era aquele garoto que a fazia feliz, mais que qualquer outra pessoa.
Foi então que a garota sentiu alguns grãos de areia em sua pele, era sinal de que alguém caminhava por perto fazendo a areia se movimentar, abriu os olhos e viu que era o personagem que estava em sua mente que estava ali, agora, caminhando em sua direção. Ela ficou apenas olhando o garoto se aproximar, sem nenhuma expressão. Quando ele chegou perto o suficiente, olhou para a garota e disse apenas: “
Eu sabia que você estaria aqui, me desculpa?” Ela sorriu, era um sorriso sincero. Depois fez sinal para que ele sentasse ao seu lado. O garoto obedeceu. Ficaram alguns minutos em silêncio, olhando para o mar, estavam perto o suficiente para que seus braços se encostassem. Então, simplesmente, ele escreveu na areia um “Eu te amo”, ela sorriu e encostou sua cabeça no ombro do garoto e disse:“Sabe porque os namorados gostam de olhar pro mar?” Ele apenas balançou a cabeça. Então ela respondeu:“Porque estão convencidos de que o seu amor não te fim, como o horizonte”. Aquilo significava um “eu também te amo, vamos esquecer o que aconteceu, certo?”
. Ele passou um dos braços pelo ombro da garota, a trazendo pra mais perto, ele havia entendido o significado daquele gesto. Pra quem ama de verdade as coisas funcionam assim, não é preciso de nada muito complexo, nenhuma frase ensaiada, só é preciso que os dois corações se entendam, através de gestos, atitudes ou simplesmente um olhar verdadeiro. Tudo iria ficar bem.
 

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